Saúde mental no trabalho
Orientação de carreira como prevenção ao Burnout
O trabalho é uma parte importante da vida de muitas pessoas e pode ter um impacto significativo em sua saúde mental. Quando o trabalho é insatisfatório, estressante ou desmotivador, pode levar a problemas como estresse, ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.
O adoecimento mental relacionado ao trabalho é um problema sério, que pode ter um impacto negativo na vida pessoal e profissional dos trabalhadores. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse ocupacional é a principal causa de absenteísmo no trabalho no mundo.
A orientação de carreira é uma ferramenta que pode ser usada para prevenir e tratar o adoecimento mental relacionado ao trabalho. Por meio da orientação, os profissionais podem desenvolver uma compreensão mais clara de seus interesses, habilidades e valores, e identificar carreiras que sejam mais adequadas para eles.
A orientação de carreira também pode ser uma parte importante do tratamento do adoecimento mental relacionado ao trabalho. Para pessoas que já estão experimentando sintomas de estresse, ansiedade ou depressão, a orientação pode ajudar a:
- Desenvolver um plano de carreira que seja mais adequado às suas necessidades.
- Aprender a lidar com o estresse e a ansiedade no trabalho.
- Desenvolver uma carreira mais equilibrada.
A orientação de carreira é uma ferramenta muito importante na luta pela prevenção do burnout. Você não precisa ser psicóloga para atuar como orientadora, mas conhecer a psicologia é essencial para o manejo com acolhimento a pessoas que estão passando por momentos difíceis e delicados.
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Sinais de que a sua relação com o trabalho não vai bem.
Em todo trabalho você encontrará dificuldades e obstáculos. Mas de forma alguma você deveria se sentir triste e/ou insatisfeita a maior parte do tempo. Por isso, é importante se preocupar com o que você está sentindo em relação ao seu trabalho e se há satisfação no que você está produzindo. Se a resposta é NÃO, trouxe alguns sinais que podem te ajudar a entender como vai a sua relação com o trabalho.
- Sente-se infeliz na maior parte do tempo
- Não gosta de grande parte das atividades que realiza.
- Não sente que tem um bom clima de trabalho.
- Percebe que necessidades importantes para você não estão sendo atendidas.
Caso você tenha se identificado com pelo menos um dos sinais, sinal amarelo! Se se identificou com dois ou mais, sinal vermelho! Isso indica que está na hora de rever sua escolha profissional e buscar o que te traz satisfação e felicidade.
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Isso é o que acontece se você continuar vivendo no piloto automático!
O futuro automático é uma projeção do que aconteceu no passado. Ele tem muito a ver com a maneira como as situações acontecem no presente. A menos que faça algo diferente, a menos que você assuma o controle e se responsabilize pelas suas escolhas, o futuro se materializará de forma automática.
Traduzindo para uma linguagem clara: a transformação que você deseja não vai cair do céu; você terá que fazer alguma coisa para conquistar o que deseja. Beleza?
Agindo com estratégia, consciência e responsabilidade você passa a inventar o seu futuro!
No futuro inventado, você traduz para uma linguagem clara e específica o que quer, se envolve com esse futuro e age para torná-lo realidade. Você também pode chamar isso de planejamento estratégico 😉
Agora pensa aí: o que está acontecendo na sua vida profissional hoje fruto de um futuro automático ou de um futuro inventado? E o que você escolhe a partir de agora?
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Como você pode melhorar a sua relação com o trabalho.
Nem sempre a gente consegue mudar de trabalho na velocidade com o que gostaríamos, mas é impossível contribuir para melhorar o ambiente em que você está. Afinal, não dá para ser infeliz 44h por semana, né?
Por isso, deixarei aqui três perspectivas que você pode (e deve) transformar para ter uma relação melhor com o trabalho atual.
1) Tarefa: mude a sua forma de fazer as coisas. Experimente novas ferramentas, processos, aplicativos. Isso te ajudará a aprender coisas novas e, quem sabe, ser até reconhecido por ter sido inovadora e pró-ativa.
2) Relacionamento: renove sua relação com os demais, forme novas conexões, participe de novos grupos de trabalho. Procure estabelecer contato com outras áreas, clientes e fornecedores. Isso te ajudará a respirar “novos ares”, aprender coisas novas e ter contato com outras realidades.
3) Cognição: tente enxergar o seu trabalho por um outro ângulo. Perceba o quanto ele impacta no todo, qual é a sua contribuição no mundo. Ex.: você passa o dia inteiro fazendo relatórios (sem propósito), ou está gerando dados para ajudar os diretores da empresa a tomar boas decisões que transformarão a vida de seus clientes (com propósito)?
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Os três pilares que sustentam a satisfação profissional
O significado direto de satisfação é prazer advindo da realização. A pergunta que não quer calar é: você se sente realizado com seu trabalho?
Os critérios para encontrar satisfação no trabalho variam de pessoa para pessoa. Isso é fato! Mas existem três pilares que sustentam a percepção de satisfação na relação com a profissão. São eles autoconhecimento, aprendizado contínuo e valorização.
Conheça cada um dos pilares:
>> Autoconhecimento: esse é o começo da conversa! Se você não tem clareza de suas necessidades, interesses, habilidades e valores, dificilmente se sentirá satisfeito em um trabalho, por, simplesmente, não ter ideia do que quer! E sem saber o que quer, a probabilidade de escolher mal é enorme!
>> Aprendizado contínuo: todos que alegam estarem satisfeitos com suas escolhas profissionais relatam que têm a oportunidade de aprender coisas novas constantemente. Estão em um ambiente que estimula a troca de conhecimentos e que fornece segurança para testar, fazer diferente, inovar!
>> Valorização: este pilar envolve valorização financeira e não financeira. Não adianta nada fazer o que ama e não ter o retorno financeiro que atenda as suas necessidades. Ou fazer o que gosta, ganhar bem e não ser reconhecido por isso pelos demais profissionais, clientes e chefe.
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Como integrar a vida pessoal com a vida profissional
Quero começar esse artigo lembrando uma coisa importante: sua vida é uma só! A separação entre vida pessoal e profissional foi algo inventado, para acreditarmos que temos que ter um tempo específico para trabalhar e, assim, termos mais produtividade.
Trabalhar com essas duas dimensões da vida de forma desintegrada só traz sofrimento! O único caminho para você encontrar felicidade na sua vida profissional é integrá-la a quem você é e ao que deseja ter. Exemplo: se você valoriza tempo com a família, permanecer em um trabalho que lhe obrigue a fazer uma carga horária diária de 12h não trará felicidade.
Aí você deve estar se perguntando: “Fabi como faço isso?” A integração da vida pessoal com a profissional é um processo. E esse processo começa com a clareza de quem você é e do que você quer. Para lhe ajudar a trilhar esse caminho, deixarei aqui o exercício Mural da Minha Vida Extraordinária.
Ele tem como objetivo lhe ajudar a definir a Vida Extraordinária que deseja ter, olhando cinco grandes áreas:
- Saúde física e mental
- Trabalho
- Família
- Relacionamento amoroso
- Saúde financeira
Vamos então para o passo a passo de como construir o seu mural.
- Passo 1) Selecione imagens da internet que representem a sua vida extraordinária, considerando aquilo que você almeja nas cinco áreas que eu descrevi anteriormente. Pode ser mais de uma imagem por área.
- Passo 2) Forme frases, traduzindo em palavras, o que cada imagem representa. Ex.: Na minha vida extraordinária eu tenho tempo para fazer exercício físico durante 1h, três vezes por semana.
- Passo 3) Organize as frases por área da vida.
- Passo 4) Responda a seguinte pergunta: como o trabalho que tenho hoje, me ajuda a viver essa vida extraordinária?
- Passo 5) Defina o que você precisa transformar no seu trabalho atual para viver essa vida que deseja.
- Passo 6) Transforme aquilo que precisa transformar um plano de ação, definindo claramente o que fará, como fará, onde fará, quem fará para concluir as ações necessárias.
Ao final desse exercício você terá clareza da vida que quer ter e o que precisa fazer para chegar lá. Esse é o primeiro passo do seu processo de integração da vida pessoal com a vida profissional.
Antes de finalizar eu quero registrar só mais uma coisa para você: o segredo não é ir rápido, é a constância. Não se preocupe em fazer mudanças rápidas, foque em definir datas factíveis e ações que realmente causarão a transformação que deseja.
Eu espero que esse artigo tenha te ajudado! Adoraria receber o seu retorno de como foi construir o seu mural da vida extraordinária. Me escreva através do e-mail contato@fabianaabath.com.
Precisamos falar sobre a Síndrome de Burnout
Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, a Síndrome de Burnout simboliza o grau máximo de adoecimento mental gerado na relação indivíduo-trabalho. Burnout é jargão inglês, aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia, incêndio interno.
A definição de Bernal (2010) para a síndrome é a seguinte:
“… a síndrome de esgotamento no trabalho seria uma resposta cognitiva, emocional e de conduta ao estresse crônico do trabalho, constituindo, portanto, um tipo especial de mecanismo de enfrentamento e de autoproteção frente ao estresse gerado pelas relações trabalhador-cliente, por uma parte, e pelas relações trabalhador-organização, por outra”.
Seus sintomas (físicos e emocionais) são muito parecidos com o estresse, e pode apresentar depressão como uma comorbidade.
| Tipos de sintoma | Descrição |
| Sintomas Físicos | Fadiga crônica, cefaleias, insônia, transtornos gastrointestinais, perda de peso, dores musculares e etc. |
| Sintomas cognitivos-afetivos | Distanciamento afetivo, irritação, receios, falta de concentração, baixa autoestima, pessimismo, indecisão e etc. |
| Sintomas comportamentais | Faltas ao trabalho, abuso de drogas, condutas violentas, comportamentos de alto risco e etc. |
Se você está apresentando sintomas semelhantes, procure rapidamente um médico para que receba os primeiros cuidados e orientações! Lembre-se de que não é vergonha estar doente. Procure ajuda!
Se você quer saber mais sobre essa Síndrome, acesse a apresentação que fiz em janeiro de 2018 sobre esse tema.
Na próxima semana, apresentarei os caminhos de tratamento possíveis não só para a Síndrome de Burnout, mas para qualquer outra doença que tenha surgido em função da relação adoecedora com o trabalho. Até lá!
O que é saúde no ambiente de trabalho?
O conceito de saúde foi se transformando ao longo da história da humanidade. Saímos de um lugar onde doença era algo estritamente biológico para um conceito mais amplo que engloba fatores mentais e sociais. Ou seja, saúde deixou de ser considerada como sinônimo de ausência de doença.
A partir de 1948 a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que saúde é “…um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade.” Esse conceito pode (e deve) ser extrapolado para definir o que é saúde no trabalho. Muitos, infelizmente, consideram que um ambiente de trabalho saudável é aquele seguro fisicamente falando. Mas onde entra o cuidado com a saúde mental?
Um local saudável emocionalmente para trabalhar equilibra dois pilares: demanda de trabalho e recursos. Vejam a seguir o que engloba cada um:
| Demanda | Recursos |
| Carga de trabalho
Tempo para realização das tarefas Complexidade do trabalho Definição papeis e responsabilidades |
Suporte por parte dos gestores
Controle e autonomia Recompensa material |
Um ambiente de trabalho que não consegue equilibrar demanda e recursos pode se tornar estressor. Digo “pode” porque não podemos desconsiderar que existem fatores individuais que influenciam diretamente a forma como cada pessoa percebe o seu próprio ambiente de trabalho.
Continue acompanhando aqui no blog outros artigos que publicarei sobre esse tema!