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Precisamos falar sobre a Síndrome de Burnout
Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, a Síndrome de Burnout simboliza o grau máximo de adoecimento mental gerado na relação indivíduo-trabalho. Burnout é jargão inglês, aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia, incêndio interno.
A definição de Bernal (2010) para a síndrome é a seguinte:
“… a síndrome de esgotamento no trabalho seria uma resposta cognitiva, emocional e de conduta ao estresse crônico do trabalho, constituindo, portanto, um tipo especial de mecanismo de enfrentamento e de autoproteção frente ao estresse gerado pelas relações trabalhador-cliente, por uma parte, e pelas relações trabalhador-organização, por outra”.
Seus sintomas (físicos e emocionais) são muito parecidos com o estresse, e pode apresentar depressão como uma comorbidade.
| Tipos de sintoma | Descrição |
| Sintomas Físicos | Fadiga crônica, cefaleias, insônia, transtornos gastrointestinais, perda de peso, dores musculares e etc. |
| Sintomas cognitivos-afetivos | Distanciamento afetivo, irritação, receios, falta de concentração, baixa autoestima, pessimismo, indecisão e etc. |
| Sintomas comportamentais | Faltas ao trabalho, abuso de drogas, condutas violentas, comportamentos de alto risco e etc. |
Se você está apresentando sintomas semelhantes, procure rapidamente um médico para que receba os primeiros cuidados e orientações! Lembre-se de que não é vergonha estar doente. Procure ajuda!
Se você quer saber mais sobre essa Síndrome, acesse a apresentação que fiz em janeiro de 2018 sobre esse tema.
Na próxima semana, apresentarei os caminhos de tratamento possíveis não só para a Síndrome de Burnout, mas para qualquer outra doença que tenha surgido em função da relação adoecedora com o trabalho. Até lá!
O que é saúde no ambiente de trabalho?
O conceito de saúde foi se transformando ao longo da história da humanidade. Saímos de um lugar onde doença era algo estritamente biológico para um conceito mais amplo que engloba fatores mentais e sociais. Ou seja, saúde deixou de ser considerada como sinônimo de ausência de doença.
A partir de 1948 a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que saúde é “…um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade.” Esse conceito pode (e deve) ser extrapolado para definir o que é saúde no trabalho. Muitos, infelizmente, consideram que um ambiente de trabalho saudável é aquele seguro fisicamente falando. Mas onde entra o cuidado com a saúde mental?
Um local saudável emocionalmente para trabalhar equilibra dois pilares: demanda de trabalho e recursos. Vejam a seguir o que engloba cada um:
| Demanda | Recursos |
| Carga de trabalho
Tempo para realização das tarefas Complexidade do trabalho Definição papeis e responsabilidades |
Suporte por parte dos gestores
Controle e autonomia Recompensa material |
Um ambiente de trabalho que não consegue equilibrar demanda e recursos pode se tornar estressor. Digo “pode” porque não podemos desconsiderar que existem fatores individuais que influenciam diretamente a forma como cada pessoa percebe o seu próprio ambiente de trabalho.
Continue acompanhando aqui no blog outros artigos que publicarei sobre esse tema!
O desafio de planejar a carreira em diferentes estágios da vida profissional
No dia 02 de janeiro de 2018 fiz uma enquete lá no Facebook e os seguidores da página registraram suas maiores dúvidas sobre Planejamento de Carreira. Vou responder hoje a dúvida da Fernanda Stocco. A pergunta dela foi a seguinte:
“Quais são os diferentes momentos do planejamento de carreira (antes de iniciar a vida profissional, durante e preparação para a aposentadoria)?”
Tem um autor chamado Edgar Schein que eu sou fã e que descreve 10 estágios de carreira. Para cada uma dessas fases existem necessidades de planejamento de carreira diferentes. Vou descrever a seguir cada uma das fases e seus desafios no planejamento de carreira.
Estágio 1 – Crescimento, fantasia e exploração: período normalmente associado à infância e ao início da adolescência; nessa fase pensar em carreira profissional tem pouco significado, exceto em termos de estereótipo e objetivos de “sucesso”.
Estágio 2 – Educação e treinamento: pode durar meses ou anos, dependendo da profissão escolhida. Existem muitos pontos de mudança nesse estágio até que os objetivos ocupacionais se tornem claros. Nesse estágio o desafio de planejamento de carreira está em definir o caminho profissional que seguirá.
Estágio 3 –Entrada no mundo do trabalho: é caracterizado por se um momento de colocar em prática aquilo que estudou e se preparou para executar. Requer capacidade de ajustamento entre a teoria e a realidade prática. A aprendizagem pessoal começa nesse período, no qual se desenvolve o conceito pessoal da ocupação. Nesse estágio o desafio de planejamento de carreira está em estabelecer critérios para definir o que é sucesso profissional para si e desenhar um plano de crescimento dentro do caminho profissional escolhido.
Estágio 4 –Treinamento básico e socialização: a duração e a intensidade desse período variarão conforme a ocupação, a organização, a complexidade do trabalho e o grau de responsabilidade que a sociedade espera da ocupação. Pode ser considerado como o estágio de maior fonte de aprendizado pessoal porque o indivíduo já responde às necessidades impostas pela organização e/ou ocupação. Nesse estágio o desafio de planejamento de carreira está em manter o curso de crescimento desenhado no estágio anterior, ou mudar a rota (caso não esteja gostando da carreira escolhida).
Estágio 5 – Reconhecimento como membro: depois de passar por alguns rituais ou tarefas a pessoa é reconhecida como profissional. Motivos e valores começam a ficar claros, assim como a pessoa passa a ter um reconhecimento de seus talentos, forças e fraquezas.
Estágio 6 – Reconhecimento de estabilidade e membro permanente: acontece entre os 5 e 10 primeiros anos de carreira. Período de estabilidade em que a pessoa consegue prever (de certa forma) o que ela pode alcançar a longo prazo. A estabilidade existe à medida que o trabalho continua existindo.
Estágio 7 – Crise do meio de carreira, reafirmação: trata-se de um período de questionamento das escolhas iniciais de carreira, ou sobre o nível alcançado, ou sobre o futuro. Não está claro se se trata de um estágio ou de um período de crise, que pode acontecer ou não. Mais uma vez o desafio de planejamento de carreira está em escolher entre manter-se no mesmo caminho ou mudar a rota (mesmo depois de já ter alcançado reconhecimento e estabilidade).
Estágio 8 – Manutenção do status, com vantagem ou descrédito: os insights obtidos no estágio anterior resultam em decisões sobre como deve ser encaminhado o restante da carreira. Trata-se de um período de reafirmação ou redefinição, como por exemplo: crescer mais rápido na carreira, equilibrar vida pessoal e profissional ou mesmo redefinir a área de trabalho.
Estágio 9 – Desligamento: inevitável declínio que ocorre pelo profissional começar a ficar menos envolvido com a trabalho e começar a se preparar para o estágio seguinte: a aposentadoria. Nesse estágio o desafio de planejamento de carreira está em preparar-se para a aposentadoria: identificar como ocupará o seu tempo, se continuará trabalhando ou não.
Estágio 10 – Aposentadoria: Pode implicar, ou não, na saída do indivíduo do mercado de trabalho. É um momento de ajustamento em que as reações e implicações variarão de indivíduo para indivíduo.
Espero ter respondido a dúvida da Fernanda Stocco e ter ajudado você a planejar sua carreira!
O que fazer para conseguir o primeiro emprego?
No dia 02 de janeiro de 2018 fiz uma enquete lá no Facebook e os seguidores da página registraram suas maiores dúvidas sobre Planejamento de Carreira. Vou responder hoje a dúvida da Patricia Rangel. A pergunta dela foi a seguinte:
“Quais são as dicas para os estudantes que acabaram de se formar e não estão conseguindo o primeiro emprego? Enquanto procurarem, devem investir na formação? Fazer alguma pós-graduação na mesma área ou até em uma área mais abrangente visando ampliar a busca por vagas já que o mercado está difícil?”
Como a Patricia fez várias perguntas, vou responder em tópicos para ficar mais fácil a partir da primeira pergunta feita por ela: quais são as dicas para estudantes que acabaram de se formar e não estão conseguindo o primeiro emprego 😉
Dica 1 – pesquise qual área de atuação da sua formação está em alta. Lembre-se que uma profissão tem vários caminhos de carreira possíveis. Verifique (dentro das opções que você se identifica) qual seria a melhor área para investir tempo enviando currículos e participando de processos de seleção.
Dica 2 – acione sua rede! Você precisa contar para amigos, parentes, professoras e colegas de faculdade que já conseguiram entrar no mercado de trabalho que está em busca de uma vaga. Fale para essas pessoas quais áreas são de seu interesse e mande seu currículo.
Dica 3 – fique de olho nos programas de trainee! Esses programas são uma excelente oportunidade para recém-formados serem contratados e treinados por grandes empresas. Se você quer saber mais sobre programas de trainee clique aqui e confira a matéria que o G1 fez sobre o tema.
Dica 4 – invista numa especialização ou pós-graduação, assim que sair da graduação, somente se isso for tratado como condição para você exercer a carreira que escolheu! Pesquise as vagas em aberto que te interessam e analise cuidadosamente o que está sendo exigido: tempo de experiência, formação e etc. Somente depois de fazer essa avaliação decida se vale a pena emendar a graduação em uma pós-graduação. Minha sugestão é que você se especialize em algo que já tem certeza que gostou de fazer.
Espero ter respondido a dúvida da Patricia Rangel e ter ajudado você a planejar sua carreira!
Fatores que influenciam nas escolhas profissionais
O que a série 13 Reasons Why tem a ver com escolha profissional? Mais do que você imagina! Na série a personagem principal se suicida e deixa fitas gravadas com os 13 motivos que a levaram a tirar a própria vida. Fica claro que a decisão de se suicidar foi multideterminada: vários acontecimentos levaram a esse desfecho.
Com as escolhas profissionais não acontece de forma diferente. São vários os fatores que influenciam nas nossas escolhas profissionais, em qualquer momento da nossa vida. Quer saber quais são? Veja quais são os fatores:
- Fatores Políticos
- Fatores Econômicos
- Fatores Sociais
- Fatores Educacionais
- Fatores Familiares
- Fatores Individuais
A partir de agora, publicarei aqui no meu blog uma sequência de artigos apresentando cada um dos fatores que influenciam em nossas escolhas de carreira, e dando dicas exclusivas de como os Orientadores Profissionais e de Carreira podem trabalhar com seus clientes cada um desses fatores. Basta me acompanhar lá na página do Facebook ou no Instagram @escolhaprofissional.
Definindo Objetivos
Ter objetivos definidos funciona como ter uma direção: você sabe onde está e onde quer chegar. Por isso, o primeiro passo de um processo de coaching é a definição de objetivos. Só a partir daí, é possível definir os caminhos possíveis para atingi-los.
Parece simples, mas não é… muitos não têm clareza de quais são os seus objetivos e nem sabem a importância de defini-los. E aí vão vivendo no estilo “deixa a vida me levar”, as vezes culpando o mundo pelos seus sucessos e fracassos.
E já que é uma etapa muito importante, veja abaixo um dos exercícios que aplico para ajudar os meus clientes a definir seus objetivos de carreira. Mas atenção: com esse exercício dá para definir qualquer tipo de objetivo (não só ligado a vida profissional).
Primeiro passo: imagine sua vida daqui a alguns anos. O que gostaria de ter conquistado? Pense na sua vida como um todo (família, relacionamentos, carreira, estudos, bens materiais e etc.). Lembre-se que seus objetivos profissionais precisam estar aderentes aos seus objetivos pessoais (vice e versa). Use o quadro abaixo para registrar essa etapa.
Como imagino minha vida daqui…
| 2 anos | 5 anos | 10 anos | 20 anos |
Segundo passo: avalie se os objetivos que escreveu estão alinhados aos seus valores. Se não sabe ainda quais são os seus valores, aqui no blog o artigo Quais são os meus valores? Ao final da análise, reescreva seus objetivos (se for necessário).
Terceiro passo: agora que você já sabe quais são os seus objetivos, precisa preparar o seu planejamento para alcança-los. Minha sugestão é que, por agora, trabalhe com as metas que escreveu nos quadrantes “2 anos” e “5 anos”. Garanto a você que alcançar o que está planejado para até 5 anos será fundamental para alcançar as outras metas de longo prazo. Use o modelo abaixo para montar seu planejamento (deixei a primeira linha preenchida para que você tenha um exemplo de como fazer).
| Objetivo | O que quero atingir, especificamente | Etapas a conquistar | Até quando vou atingir |
| Fazer um mestrado | Concluir um mestrado em Administração | – Concluir a faculdade
– Conseguir um emprego que me dê disponibilidade de estudar |
2021 |
Agora além de você saber quais são os seus objetivos, tem pronto um planejamento de como atingi-los. Você não só definiu onde quer chegar, mas também o caminho que deve percorrer para chegar lá. A partir daqui, trabalhe duro, acredite em si mesmo e seja fiel aos seus valores, que dará tudo certo!